
A República Federativa do Brasil é o maior e mais populoso país da América Latina e o quinto maior em área e população do mundo. Sua área total é de 8.514.876,599 km², localiza-se na parte central e nordeste da América do Sul. Suas fronteiras ao Norte são com a Venezuela, a Guiana, o Suriname e com o departamento ultramarino francês da Guiana Francesa; tem, Leste e Sudeste no Oceano Atlântico. Ao Sul, faz fronteira com o Uruguai; a Sudoeste, com a Argentina e o Paraguai; a Oeste, com a Bolívia e o Peru, e a Noroeste, com a Colômbia. Os únicos países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil são o Chile e o Equador. Bem além do território continental, o Brasil também possui alguns pequenos grupos de ilhas no Oceano Atlântico: Penedos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, e Trindade e Martim Vaz. Há também um complexo de pequenas ilhas e corais chamado Atol das Rocas.
A origem do nome do Brasil deu lugar a nada menos que onze hipóteses diferentes, até que o filólogo brasileiro Adelino José da Silva Azevedo as resumiu em uma só num livro publicado em 1967, no qual provou que se trata de uma palavra de procedência celta, embora suas origens mais remotas possam ser rastreadas até os fenícios. Este povo manteve um intenso comércio de um corante vermelho que se extraía de um mineral cujos principais provedores eram os celtas, povo minerador que explorava jazidas da Ibéria até a Irlanda.

Os gregos sucederam aos fenícios no comércio deste produto, a que chamavam ´kinnabar´, e que passou ao latim como ´cinnabar´, ao português como ´cinábrio´ e ao espanhol como ´cinabrio´. Como uma das características das línguas celtas é a inversão de partículas, a ´kinnabar´ chamaram ´barkino´, que daria lugar a ´barcino´, adjetivo que se aplica a certos animais de pelo avermelhado e que, com variantes, passou a designar a cor vermelha em várias línguas de influência celta.
Na Idade Média, os artesãos começaram a usar um colorante vermelho extraído da madeira que na Toscana chamou-se ´verzino´, em Veneza ´berziy´, em Gênova ´brazi´, nome que logo foi usado para designar também a madeira de onde era extraído, que ficou conhecida na Espanha como ´palo brasil´ou ´palo de Fernambuco´, e em Portugal como ´pau-brasil´.
Na época dos descobrimentos, os portugueses guardavam cuidadosamente o segredo de tudo quanto achavam ou conquistavam, a fim de explorá-lo vantajosamente, mas não tardou em se espalhar na Europa que haviam descoberto uma certa ´ilha Brasil´ no meio do atlantico, de onde extraiam o ´pau-brasil´.
O gentílico ´brasileiro´ surgiu no século XVI e se referia inicialmente aos que comerciavam aquela madeira e, mais tarde, aos portugueses que chegavam àquele lugar exótico em busca de fortuna.
A colonização não esteve jamais nos propósitos da empresa mercantil que impulsionou as navegações, montada especificamente para a troca, ela operava sempre na pressuposição da existência de produção local, nas áreas com que mantinha a troca. O problema da colonização apresenta, assim, grandes dificuldades, uma vez que a estrutura econômica portuguesa não estava preparada para enfrentá-lo. A exploração da América devia aparecer, no quadro do tempo, como uma empresa extraordinariamente difícil, em primeiro lugar tinha que atrair pessoas para povoar o continente americano. Os obstáculos, nesse sentido, foram tão importantes, que no século XVI, que parece ter-se refletido no controvertido problema dos degredados: tornar o Brasil destino destes parece ter sido uma das formas de vencer as naturais resistências à transplantação para uma terra que não oferecia tão poucas perspectivas. Também havia como obstáculo, penosas condições de trabalho na colônia ao lado das fraquíssimas possibilidades de enriquecimento, mas poderia ser vencido por uma retribuição alta do trabalho, no caso de se deslocarem trabalhadores assalariados. Oficialmente, o descobridor foi Pedro Álvares Cabral, tendo avistado terra em 21 de abril e chegado à atual Porto Seguro (Bahia) em 22 de Abril de 1500.
A ocupação efetiva se deu a partir de 1532, com a fundação de vila de São Vicente, por Martim Afonso de Sousa, donatário de duas capitanias, mas apenas a de São Vicente prosperara, e mesmo assim, menos que a capitania da Nova Lusitânia (Pernambuco). Todas as demais capitanias não prosperaram.
Insatisfeito, Dom João III decidiu criar um governo central para corrigir os problemas sem abolir as capitanias. Foi enviado Tomé de Sousa como primeiro governador-geral, que em 29 de março de 1549 fundou a cidade de Salvador como capital do Brasil.
Ao longo do século XVI, foi-se ensaiando a escravidão, inicialmente a dos indígenas, e a partir das últimas décadas a do africano, pois já havia muitos escravos negros em Portugal. Datam desse século as primeiras tentativas de exploração do interior
Houve ainda disputas com os franceses, que tentavam se implantar na América pela pirataria e pelo commércio do Pau-Brasil, chegando a criar uma guerra luso-francesa. Tudo isso culminou com a expulsão dos franceses trazidos por Villegaignon, que haviam construído até o pequeno forte de Coligny no Rio de Janeiro), estabelecendo-se em definitivo a hegemonia portuguesa.
O século XVII vê um grande desenvolvimento da agricultura, que usa a mão-de-obra escrava de Negros africanos, com culturas de tabaco e especialmente da cana-de-açúcar na Bahia, Pernambuco, e mais tardiamente no Rio de Janeiro. As expedições chamadas de Entradas e Bandeiras dos paulistas descobriram o ouro, pedras preciosas em Minas Gerais e ervas no sertão. As colônias nordestinas foram ocupadas pelos holandeses em 1624, e entre 1630 e 1654, principalmente sob o comando de Maurício de Nassau, sendo ao final expulsos na batalha de Guararapes. Nessa época foi fundado o Quilombo dos Palmares, por Zumbi, líder guerreiro, e que congregava milhares de negros fugidos dos engenhos de cana do nordeste brasileiro e alguns índios e brancos pobres ou indesejáveis. Este sub-mundo foi finalmente destruído, não sem uma resistência heróica e violenta, pelos bandeirantes portugueses comandados por Domingos Jorge Velho, tendo seu líder sido morto e decapitado (segundo a tradição não-oficial, Zumbi teria conseguido fugir).
No século XVIII, ainda que a produção do açúcar não tenha perdido sua importância, as atenções da Coroa se concentravam na região das Minas Gerais onde se tinha descoberto ouro. Este, entretanto, esgota-se antes do final do século.





