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Wednesday, October 04, 2006

Argentina


A Argentina (nome oficial: República Argentina) é um país da América do Sul, limitado a norte pela Bolívia e pelo Paraguai, a leste pelo Brasil, pelo Uruguai e pelo Oceano Atlântico, a sul pelo Estreito de Drake e a sul e a oeste pelo Chile. Sua capital é a cidade de Buenos Aires. O Estado argentino é uma república federal presidencialista.
A prata nunca foi abundante no território argentino, mas em 1526, quando Sebastião Caboto passou pelo estuário formado pela foz do rio Uruguai o chamou "Rio de la Plata", enganado pelo metal precioso que encontrou nas mãos de alguns indígenas, sem saber que eles o haviam tomado dos marinheiros da expedição portuguesa dirigida por Aleixo Garcia.
>Embora o equívoco tenha se esclarecido pouco depois, o nome se manteve e logo o gentílico "rioplatense" aplicou-se em espanhol para designar os habitantes de ambas as margens do Prata, que os índios chamavam "Paraná-Guazú" ('rio grande como um mar').
Prata em latim é "argentum", nome substantivo ao qual corresponde o adjetivo "argentinus". O nome Argentina foi usado pela primeira vez pelo poeta Miguel Del Barco Centenera (1535-1605) em seu poema histórico "La Argentina o la conquista Del Río de la Plata", publicado em 1602, sessenta e seis anos depois da fundação do "Puerto de Nuestra Señora Santa Maria del Buen Aire", hoje Buenos Aires. O substantivo Argentina foi utilizado amplamente a partir do século XVIII para designar toda a região rio-platense, abarcando os atuais territórios do Uruguai, Paraguai e parte do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.
Os Europeus chegaram pela primeira vez à região no princípio do século XVI (o primeiro a ver e colonizar a área foi o navegador espanhol Juan Díaz de Solís, em 1516). A colonização espanhola subsequente levou à criação da colónia de Buenos Aires, em 1580. A independência de Espanha foi alcançada em 1816, após o que se desencadeou um conflito entre centralistas (unitaristas) e federalistas, que só acabou com a proclamação de uma nova constituição, em 1853.

A Argentina foi, a partir de então, dominada por períodos de conflito político interno entre conservadores e liberais e entre facções civis e militares. Mas no início do século XX, a Argentina era um dos estados-providência mais avançados do mundo.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a Argentina assistiu à ascensão do movimento peronista, populista, o que levou a uma grande polarização do país. Juntas militares cada vez mais sangrentas alternaram com governos democráticos frágeis até 1983, o que resultou em problemas económicos crescentes, corrupção, agitação social e a derrota na Guerra das Malvinas.
Desde então, quatro eleições livres sublinharam os progressos argentinos na consolidação da democracia, se bem que em finais de 2001 o país tenha passado por uma implosão económica sem precedentes.
Após a revisão de 1994, a Constituição da Argentina estabelece a separação dos poderes executivo, legislativo e judicial (Brasil: judiciário), quer ao nível nacional, quer ao nível provincial. O presidente e o vice-presidente são eleitos por sufrágio universal para mandatos de 4 anos, sendo apenas uma reeleição consecutiva permitida. O presidente (Presidente de la Nación Argentina) é ao mesmo tempo o chefe de estado e o chefe de governo. É ele que nomeia livremente os ministros e, em caso de "urgência e necessidade", pode legislar por decreto.
O parlamento da Argentina (o Congreso Nacional) tem duas câmaras: o Senado com 72 lugares e a Câmara de Deputados (Cámara de Diputados) com 257 membros. Desde 2001, os senadores são eleitos por sufrágio universal em cada província. Cada província, incluindo a Capital Federal, tem direito a 3 senadores, que cumprem mandatos de 6 anos. Um terço dos lugares do Senado vão a eleições de dois em dois anos. Os membros da Câmara de Deputados são eleitos para mandatos de 4 anos.

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